04/01/16 por Casimiro Perez

2016 chegou e junto com ele as promessas e resoluções pessoais de ano novo. Isso geralmente quer dizer entrar na academia, começar uma dieta ou investir em qualidade de vida, por exemplo.

Mas e as empresas, ficam sem resoluções? Para democratizar a tradição de ano novo, fizemos uma lista com as 5 resoluções que as Melhores Empresas para Trabalhar (ou aquelas que querem se tornar uma) deveriam fazer para se tornarem ainda melhores em 2016.

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Tomando como base o resultado da pesquisa Trust Index© entre as 135 melhores do Brasil em 2015, determinamos os pontos que mais precisam de melhoria na visão de seus colaboradores. Aqui estão eles:

1. Coordenar melhor as pessoas e tarefas

Muitas das resoluções nessa lista (começando por essa) é de responsabilidade dos líderes. Que levante a mão a pessoa que nunca viveu (ou testemunhou) a situação de estar sobrecarregado de trabalho enquanto outros colegas, nem tanto.

Cabe aos gestores, especialmente os responsáveis pelos níveis operacionais da organização, ficarem atentos! É natural querer delegar as funções para aqueles funcionários que se destacam e mostram comprometimento. Mas ninguém é capaz de sustentar um bom desempenho por muito tempo se estiver voltando para casa esgotado todos os dias, acumulando horas extras no escritório e tendo que fazer o trabalho que deveria ser realizado por outros.

2. Tolerância zero para intrigas e “politicagem”

Quer saber a receita para destruir rapidamente qualquer bom ambiente de trabalho? Simples, crie um ambiente que permita às pessoas atingirem seus objetivos e serem reconhecidos que não esteja baseado em resultado e merecimento. Isso parece questão de bom senso, mas ano após ano na pesquisa Trust Index©, os funcionários apontam que seus ambientes de trabalho (mesmo entre as Melhores Empresas para Trabalhar) permitem que intrigas e politicagem sejam utilizadas como forma de atingirem objetivos e crescimento dentro da organização.

Deve estar claro na cultura da empresa que esse tipo de comportamento é inadmissível. E não adianta ficar só na fala; os líderes em especial devem ser exemplos de integridade por meio de suas ações no dia a dia.

3. Envolver as pessoas na tomada de decisão

Não se esqueça que aqueles com o maior conhecimento da sua empresa são os que estão em contato diário com a operação do negócio! Limitar a tomada de decisão para a “panelinha” da diretoria geralmente significa que ideias potencialmente melhores estão sendo desperdiçadas.

Além de correr o risco de estar jogando dinheiro fora (ou deixando de encontrar maneiras para deixar de gastá-lo), esse tipo de comportamento da liderança é extremamente frustrante para os colaboradores – especialmente quando essa decisão afeta sua rotina/trabalho.

4. Chances iguais para todos

De acordo com a percepção dos funcionários, ainda existe muito favoritismo por parte dos gestores, e nem todos possuem as mesmas chances de obter os mesmos reconhecimentos. Quem nunca viu isso acontecendo em sua empresa? Amizades no ambiente de trabalho são muito benéficas, mas elas não podem levar à criação de um ambiente de trabalho injusto.

Culturalmente, nós brasileiros, temos uma grande dificuldade em separar o pessoal do profissional no ambiente de trabalho, mas isso se faz necessário. As oportunidades e reconhecimentos devem ser dados àqueles que fizeram por merecer, não porque são amigos (ou bajuladores) do chefe. Assim como o item 2, esse comportamento deve ser considerado inadmissível em qualquer cultura organizacional que seja.

5. É hora de falar abertamente sobre finanças

Via de regra, os piores resultados da pesquisa Trust Index© sempre estão relacionados à percepção dos funcionários sobre salários e participação nos lucros. É esperado, claro, que as pessoas sempre queiram ganhar mais, sendo justo ou não. Vamos pular essa parte subjetiva da discussão e falar sobre o segundo ponto, que é mais preocupante: existe uma enorme resistência nas empresas no Brasil de falar sobre finanças com seus colaboradores

É um tabu falar sobre os salários de outros funcionários, compartilhar os resultados financeiros da empresa, explicar as metas da empresa (e o porquê delas); enfim, uma falta de comunicação generalizada. Antes de procurar qualquer desculpa para isso, responda: você confiaria em alguém que você sabe que esconde algo de você? É isso que as empresas pedem para os funcionários e, obviamente não está funcionando tão bem como deveria.

Assim como a lista pessoal de objetivos para o novo ano, não é fácil ter a disciplina para seguir a nossa lista à risca por todo o ano. Mas tenha certeza que, da mesma forma, aquelas empresas que conseguirem estarão muito mais saudáveis e com ótimos resultados para mostrar por seu esforço quando chegar a hora de fazer a lista para 2017.

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